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Programa Startup Portugal

O Governo português lançou 19 medidas que visam dinamizar o empreendedorismo. O programa ‘Startup Portugal’ foi apresentado esta segunda-feira no ‘Lisbon Art Center & Studios’ e terá um investimento de 300 milhões de euros, com o objetivo de apoiar jovens empresas com especial enfoque nas áreas do turismo, comércio e restauração.

Sumariamente o novo programa apresenta as seguintes novidades e reformulações: 

  • centro de inovação no turismo, de onde irá surgir a ‘Digital Tourismo Academy’, que consiste num programa de capacitação de empresas turísticas para este formato.
  • cursos de formação para empreendedores e trabalhadores de startups, que serão comparticipados em 90% através do programa operacional competitividade e internacionalização (COMPETE), no qual o Governo deseja formar pelo menos, 1.200 pessoas.
  • linha ‘ADN Startup’, que terá 10 milhões de euros à disposição de empresas que tenham até quatro, ou menos anos de existência e com pelo menos 15% de capitais próprios.
  • 400 vagas para o Startup Voucher, que vai incluir, pela primeira vez, projetos candidatos da região de Lisboa.
  • programa Momentum (um apoio que tem como alvo recém-graduados e finalistas do ensino superior que tenham beneficiado de bolsas de ação social durante o curso e que estão a pensar desenvolver uma ideia negócio) vai ver o número de projetos apoiados aumentar “significativamente”, Estima-se, agora a abertura de 50 vagas por ano.
  • Vale Incubação, que se destina a empresas com menos de um ano na área do empreendedorismo, que vai aceitar, a partir de agora, “candidaturas em contínuo” e aumentar o valor máximo de apoio para 7.500 euros, excepto para startups com sede na região de Lisboa (com o apoio a ficar-se pelos 5 mil euros). O próximo aviso de candidaturas será aberto ainda durante este mês de julho.
  • centro de inovação no Turismo, no seio do qual vai nascer a Digital Tourismo Academy, um programa de capacitação de empresas turísticas para o digital. Haverá ainda uma incubadora especializada, que pretende ser o ninho de soluções inovadoras para as empresas do sector turístico. Este centro exclusivamente dedicado às startups do turismo “terá como missão promover a inovação no sector do Turismo, apoiando o desenvolvimento de novas ideias de negócio, o desenvolvimento e experimentação de projetos e a capacitação das empresas no domínio da inovação e da economia digital”, refere fonte oficial do Ministério da Economia.
  • Digital Tourismo Academy, um programa de capacitação de empresas turísticas para o digital, enquanto a incubadora pretende ser o ninho de soluções inovadoras para as empresas do sector turístico.
  • Startup Center, uma plataforma digital de mapeamento das startups e das incubadoras nacionais, que vai incluir informação centralizada sobre todo o tipo de linhas de apoio disponíveis para este ecossistema. Esta plataforma atribui aos empreendedores e startups o pitch voucher, uma senha de acesso que permite a estas empresas entrarem em contacto nesta rede e desenvolverem relações de financiamento e novos clientes, bem como programas de mentoring. Este site contará “com informação sobre todas as startuos que estão em incubadoras para que quem quiser investir possa encontrar projetos de acordo com questões geográficas, dimensão da empresa, tipo de empresa, como as fintech ou as de biotecnologia. Será uma forma de dar a estas empresas a possibilidade de encontrarem não só investidores como também mentoria ou os primeiros clientes”, explicou ao Expresso, em entrevista, Manuel Caldeira Cabral.
  • cursos de formação para empreendedores e trabalhadores de startups, comparticipados a 90% através de fundos COMPETE. O Governo pretende formar, pelo menos, 1200 pessoas.
  • InovGov, que pretende incentivar soluções inovadores e a criação de startups no sector público; a 'open kitchen labs', que apoia o teste de novos produtos, serviços ou conceitos na área da restauração; e a realização de maratonas de programação ('hackathons') para acelerar a transformação digital nos setores do comércio e turismo são outras das medidas.
  • Inov Comércio, que pretende lançar concursos para apresentação de projetos inovadores que contribuam para estimular o empreendedorismo e inovação na área do comércio, e o 'Energy Challenge', de apoio a projetos na área da energia, com uma dotação de um milhão de euros (o financiamento será entre 20 a 50 mil euros, não reembolsáveis).
  • linha ADN Start UP, com 10 milhões de euros disponíveis para empresas com quatro ou menos anos de existência e com um mínimo de 15% de capitais próprios. O montante máximo de financiamento desta linha é de 50 mil euros.
  • incentivo fiscal – KEEP - Key Employee Engagement Program – para empresas de base tecnológica com menos de seis anos que consigam competir com outras empresas no recrutamento e retenção de quadros altamente qualificados.. Através desta iniciativa, as 'startups' poderão pagar aos seus trabalhadores com participações em capital da empresa, sendo que os ganhos resultantes das participações sociais pelos trabalhadores estão isentos de IRS.
  • Fundos de coinvestimento internacional; instrumentos de coinvestimento com incubadoras e aceleradoras; capital + aceleração; e linhas de financiamento de desenvolvimento tecnológico para o Turismo (linha de apoio à digitalização e 'call' para projetos no setor).
  • CALL MVP – Minimum Viable Products, para permitir o acesso a investimento de capital de risco; a captação para Portugal do programa de aceleração internacional da rede Techstars (Metro accelerator for hospitality powered by Techstars); o espaço empresa para 'startups' e a Tech Visa, programa de atração de talento para Portugal.